O Projeto
 
 
 
Projeto de Reflorestamento


Foto da região feita em julho de 1996

Previsão para 2016 (montagem em Photoshop)



Fotografia Aérea de 1994 com a área em verde. Alt. 2.700 m.

Mapa de Altimetria mostrando a área em verde.

Imagem do Google Earth com localização global do Vale Florido.


Crianças distribuindo 60 placas com dizeres ecológicos.


Crianças plantando árvores.

Projeto Mil Folhas
22¼27'32.78" S - 43¼12'43.35" W - (Alt. 800 a 950m)

O Projeto Mil Folhas começou em 1996, para reflorestar uma área pública de 200.000 m2 (50 acres) entre os km 71 e 73 da BR-040 no Vale Florido em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. A área, originalmente coberta por uma floresta de Mata Atlântica de altitude, foi completamente, e desnecessariamente desmatada em meados dos anos '70 durante a duplicação da estrada.
O projeto começou com a iniciativa de três amigos, Guga Casari, Cesar Mascarenhas, e Chico Bicalho para tentar recompor a área altamente degradada e coberta apenas por capim baqueara, gordura e colonião, frequentemente assolada por incêndios e erosões, já que havia sido privada de sua cobertura florestal por mais de vinte anos.
A principio, o projeto foi executado informalmente e erraticamente, com a mobilização de amigos, e da população local em mutirões, que nem sempre surtiam efeito. Mesmo que as técnicas utilizadas, baseadas no sistema de Sucessão Secundária, desenvolvido pelo grande eng. agrônomo, Prof. Paulo Kageyama fossem em tese corretas, na prática, o projeto andava muito lentamente, principalmente por falta de verba. Isso ocorreu, porque o solo na área estava extremamente degradado, desprovido de nutrientes, e coberto por capim, e não se sabia como dosar os fertilizantes corretamente.
Em 2001, Guga Casari e Chico Bicalho, desenvolveram um brinquedo chamado ZéCar, distribuído pela empresa Kikkerland Design Inc. de Nova York, ficando estabelecido que os royalties decorrentes da venda desse produto iriam integralmente para o Projeto Mil Folhas. Alguns anos depois, um generoso "matching fund" da Kikkerland Design, dobrou os fundos para o Projeto Mil Folhas, aumentando a nossa capacidade de plantio em progressão geométrica.A partir de então, o projeto recebeu mais de 105 mil mudas de árvores, de mais de 150 espécies diferentes quase todas nativas da Mata Atlântica.
Desde o ano 2000, o projeto trabalha juntamente com alunos da Escola Estadual João Kopke, em plantios feito por grupos com mais de 350 alunos de todas as idades, colaborando para a conscientização de toda a população local sobre a importância do meio ambiente, e a preservação da natureza. Mais de oito eventos com os alunos da E. E. João Kopke já foram organizados, durante os quais os alunos fazem uma caminhada da escola até o local de plantio, e no percurso retiram todo o lixo na estrada, distribuindo placas com frases sobre a preservação do meio ambiente, culminando com o plantio de 1.500 árvores. Um dos mais importantes aspectos do projeto é a educação de base voltada para o meio ambiente, e a conscientização ecológica para crianças e adultos da região.
O Projeto Mil Folhas, por estar entre duas grandes reservas florestais de Mata Atlântica, a Reserva Biológica de Araras (2.000 ha), e a Reserva Biológica do Tinguá (26.000 ha), se adaptará rapidamente ao ambiente florestal, criando também um berçário de mudas com matrizes de várias espécies importantes, e um corredor genético entre essas duas importantes reservas biológicas. Muitas espécies de arvores raras da Mata Atlântica estão sendo plantadas no Projeto Mil Folhas em quantidades generosas, como o palmito Jussara (Euterpe edulis), peroba-de-Campos (Paratecoma peroba), cambucá (Marlierea edulis), jequitibá (Cariniana estrellensis), araucaria (Araucaria angustifolia), jatobá (Hymenaea courbaril) entre várias outras.
O Projeto Mil Folhas está previsto para ser completado até o ano de 2016. Até então aproximadamente 300 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica de mais de 150 espécies diferentes devem ser plantadas. Além disso, dois importantes colecionadores de bromélias estão preparando doações significativas para o projeto, que enriquecerá a floresta com mais de 500 espécies diferentes de bromélias raras, muitas das quais nativas da região. Mais do que reflorestar, o Projeto Mil Folhas estabelecerá um banco genético de árvores, que serão matrizes para a coleta de sementes, e para novos projetos de reflorestamento.

Esse projeto é dedicado, com amor, à Philip e Molly Jenkins.